Analistas do Credit Suisse definem em 47 mil pontos o alvo do Ibovespa em julho

SÃO PAULO – Embora tenha um viés cauteloso ao tratar do desempenho recente dos mercados globais, os analistas do Credit Suisse revisaram suas posições com relação à América Latina, elevando a previsão para a pontuação do Ibovespa no meio do ano, de 43 mil pontos para 47 mil pontos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (5).

No pregão da véspera, o primeiro do mês de maio, o índice paulista superou os 50 mil pontos pela primeira vez em sete meses. Para o banco suíço, o momento de euforia fez o mercado dar um passo maior que a perna, o que pede retorno para uma estratégia mais defensiva, pautada em ações ligadas ao consumo interno.

Para o México, a meta da bolsa oscilando entre 19 mil e 21 mil pontos nos próximos meses foi levemente incrementada para 20,2 mil e 22,6 mil pontos. Ainda assim, os analistas permanecem com uma sensação negativa sobre o vizinho latino-americano, destacando riscos inerentes à temporada de resultados corporativos.

Demanda doméstica
Voltando ao Brasil, “diante de sinais mistos no plano global e uma ligeira melhora no cenário doméstico, vemos a necessidade de ajustar o portfólio para elevar substancialmente o foco em setores domésticos e para reduzir ainda mais a exposição a empresas relacionadas a commodities”, analisa o Credit Suisse, amparado pelo ciclo de queda da Selic.

A instituição financeira manteve exposição “underweight” – abaixo da média do mercado – para o setor de mineração, em Petrobras (PETR3, PETR4) e também em papel & celulose. Já a exposição “overweight” – acima da média – ganhou a inclusão do segmento de varejo, bem como um aumento da aposta em telefonia celular, construção civil e petroquímico. Além da manutenção de energia & saneamento.

Em abril, o portfólio do banco em ações brasileiras registrou valorização de 14,92%, enquanto o Ibovespa apurou ganhos de 15,55% no período.

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Estrategista recomenda compra de ações de emergentes no bear market

SÃO PAULO – Os mercados emergentes, incluindo o Brasil, liderarão o próximo bull market. É o que prevê o estrategista-chefe para investimentos da Raymond James & Associates, Jeffrey Saut. Ele recomenda aguardar o momento de queda na bolsa brasileira para comprar papéis a preços baixos e, no momento de alta, realizar lucros.

Com a perspectiva de aplicações de longo prazo, ele aposta que, ao enfrentarem o próximo bear market, os ativos de países emergentes – incluindo o Brasil – se tornarão mais atraentes.

Saut recomenda atualmente a compra das ações que sofreram forte perda há nove semanas, principalmente para contrariar a tendência da maioria dos investidores. “Muitos traders colocam agora seu dinheiro na bolsa e o potencial de aumento dos papéis acaba sendo reduzido”, avalia.

Aposte no bear market!
Para enfatizar a necessidade de comprar no bear market, o estrategista ainda cita um comentário de Benjamin Graham, autor do livro “O Investidor Inteligente”:

“O investidor inteligente realiza lucros com mais riscos quando os preços das ações se valorizam – e com menos risco quando caem. O investidor inteligente teme o bull market, já que torna os ativos mais caros no momento da compra”.

Indo na direção contrária à maioria dos investidores, o retorno em momento de procura será maior, estima o estrategista.

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SLW lista cinco ações que podem ter desempenho diferenciado na semana

SÃO PAULO – A SLW anunciou suas recomendações em ações para esta semana, ressaltando que o mercado, após o rali da semana passada, pode testar novas altas, diante do feriado e da agenda com poucos indicadores.

Por outro lado, a corretora lembra com cautela que irá começar a temporada de divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2009, assim como a questão das montadoras de automóveis nos EUA, que continua sem resolução.

Considerando o cenário esperado pela corretora no período, a carteira recomendada lista cinco ações que, de acordo com os analistas, podem ter um desempenho diferenciado frente a outros ativos listados na BM&F Bovespa.

Confira as recomendações:

info-8-4-2009

 

*Potencial de valorização com base em fechamento do dia 3 de abril

Bradesco

Segundo a SLW, abril pode ser positivo para o setor bancário nos EUA por conta do plano de recuperação dos bancos, refletindo positivamente aqui no Brasil. A corretora também aponta o desempenho mais fraco das ações do Bradesco na comparação com seus pares, em março.

Confab

A empresa apresentou bom resultado no quarto trimestre de 2008. Os analistas acreditam que, tendo em vista o seu potencial de crescimento, a empresa tende a acompanhar o desempenho do setor de petróleo e gás.

Gol

A SLW recomenda posicionamento de curto prazo nas ações da empresa, pois acredita que os fatos negativos que afetam as perspectivas já estariam precificados.

Light

A companhia apresentou melhora no desempenho operacional em 2008, com crescimento de 32% no Ebitda (geração operacional de caixa) em comparação com o exercício anterior. Destaca também a reestruturação da empresa, que apresenta situação financeira em equilíbrio e fortalecimento da política de dividendos.

Net

A empresa apresentou bom resultado no quarto trimestre de 2008, o que leva os analistas a acreditarem que as ações manterão desempenho forte. Além disso, existe a possibilidade da decisão favorável da Anatel, no curto prazo, sobre a continuidade de cobrança do ponto adicional na TV por assinatura.

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Próximo bull market já está começando na América Latina, afirma Citi

SÃO PAULO – Diferente dos mercados tradicionais, como o norte-americano e o europeu, as bolsas da América Latina engataram neste primeiro trimestre uma alta significativa.

Segundo o Citigroup, o índice MSCI Latin America, que reúne as principais empresas da região, ultrapassou seu canal de cinco meses traçado, e agora localiza-se em um ponto acima.

Diante este desempenho, a equipe do banco norte-americano não reluta em afirmar: o próximo Bull Market já está começando na América Latina e deve durar pelo menos cinco anos.

Brasil como favorito

A escalada do MSCI, na visão dos analistas, “expirou”, por assim dizer, a possibilidade de um pullback mais intenso, de modo que a equipe não acredita que o índice do mercado latino-americano irá voltar a negociar abaixo do ponto médio do canal.

Por isso, o banco, por agora, reiterou sua recomendação de neutro para o Brasil – “nosso mercado favorito no longo prazo” – e de underweight (abaixo da média) para o México.

Segundo a avaliação da equipe, o mercado mexicano é mais fraco quando comparado com seus pares internacionais e aparenta estar sobrecomprado, o que não instiga confiança por parte dos analistas. Para Chile e Colômbia, foi mantida a recomendação overweight (acima da média).

Força dos latinos

Ambientado no bull market, os mercados emergentes e latino-americanos terão mais uma vez uma performance acima da média, impulsionados principalmente pela alta das commodities e junto à recuperação da economia global, que se inserem na melhora dos fundamentos regionais.

Na ponta deste desempenho, deverão estar os setores de materiais básicos, energia e financeiro, afirmam os analistas da instituição norte-americana.

Por acreditar na força dos países, os analistas já precificam um próximo bull market para o bloco, que deve ser regido por uma inflação reduzida, aumento do juro básico nos EUA e recuperação gradual da maior economia do mundo.

Neste novo bull market, Brasil e Peru devem ter performance acima da média, enquanto o México pode demorar um pouco mais para arrancar, uma vez que a recuperação de sua economia está intimamente ligada ao desempenho favorável da economia dos EUA.

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Bolsa de Valores: Cassino ou Investimento

Quando um brasileiro de classe média ouve falar em bolsas de valores, a primeira imagem que vem a sua mente é a de cassino ou de casa de apostas. A bolsa é vista por muita gente como “ciranda financeira”, um lugar onde os milionários arriscam seu dinheiro de modo destemido e apostam em empresas como se fossem cavalos. Também se imagina que investidores recebem dicas de ações sussurradas como as barbadas do turfe. O resultado disso costuma ser, segundo tal visão, uma espiral de perdas e ganhos. As perdas, em geral para o cidadão comum e os ganhos, para aqueles que manipulam as cotações graças ao acesso a informações privilegiadas.

Essa imagem da bolsa, portanto, nunca, em toda a história do Brasil, esteve tão distante da realidade. O espetacular “boom” do mercado de capitais no Brasil nos últimos anos está revolucionando a maneira de pensar, principalmente dos empresários brasileiros. Paira no ar a sensação de que negócios bem estruturados podem se viabilizar dentro de uma cadeia financeira inédita no país. Essa sensação liberta um espírito empreendedor e capitalista até há pouco tempo desconhecido para os brasileiros. Trata-se de um esboço de Brasil novo, mais estável, globalizado e competitivo. Faz parte de um modelo de nação mais livre e aberta, que oferece uma alternativa de desenvolvimento viável se apoiado por um estado eficiente e justo.

As ações negociadas nas bolsas de valores nada mais são do que “pedaços” do capital de uma empresa. Quem compra ações na bolsa o faz com expectativa de se tornar sócio de uma empresa e de obter um bom retorno, advindo da lucratividade e do crescimento da companhia. As empresas ao abrirem capital, buscam obter recursos para investir, seja contratando gente, sejam equipamentos ou inteligência. Em vez de pedir dinheiro emprestado a bancos, mais empresas buscam captar dinheiro de novos sócios nas bolsas para aperfeiçoar seus produtos e serviços e assim, obter mais lucro. Esse lucro é devolvido ao investidor pelos dividendos distribuídos e pela valorização das ações, pois as empresas que lucram mais valem mais. Até então, o mercado de capitais não exercia seu papel de intermediar a poupança e o investimento na economia. Com a estabilização, a privatização e a abertura da economia a partir de 1994, o Brasil começou a atrair somas vultosas de investimento estrangeiro direto, ou seja, investimento em empresas tipicamente de propriedade ou controladas por empresas estrangeiras.

Portanto, até 2005 pouco capital estrangeiro foi investido em empresas brasileiras, ou seja, pouquíssimo dinheiro veio para a bolsa de valores. Ao longo do tempo, no entanto, as coisas começaram a mudar para melhor. As leis das Sociedades Anônimas e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram reformadas dando a CVM melhores condições de exercer seu papel de proteção aos acionistas minoritários; os investidores institucionais começaram a ter uma postura mais ativa na gestão das empresas, e a Bolsa de Valores de São Paulo criou o Novo Mercado, uma listagem especial, que identifica as empresas que obedecem a critérios rigorosos de governança corporativa.

Além disso, a superação da crise de confiança de 2002, a retomada de um processo de alta nas principais bolsas de valores do mundo, especialmente emergentes, assim como a queda nas taxas de juros domésticas, contribuiu para uma extraordinária decolagem da nossa bolsa. Foi como um passe de mágica: plantadas as semente, assim que o tempo melhorou veio uma sensacional colheita. Os números falam por si: os lançamentos de ações na bolsa atingiram 14 bilhões de reais em 2005, 30 bilhões em 2006 e 70 bilhões em 2007! Esses números são expressivos e como proporção do PIB começa a ser relevantes. Desta forma, a revolução capitalista vivida pela economia brasileira hoje é resultado da modernização de nosso mercado de capitais e está sendo provocada pela bolsa de valores. Não há crescimento econômico sem crescimento das empresas. Portanto, é à hora ideal para o cidadão comum abandonar as idéias gastas sobre a bolsa e tentar entender como ela funciona e favorece o crescimento da economia.

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Add comment 7 07UTC Abril 07UTC 2009

Bolsas mantêm queda após Livro Bege sem surpresas

Os mercados financeiros não reagiram à divulgação do mais recente Livro Bege, documento do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que basicamente apontou que a atividade econômica se manteve fraca até o início de janeiro, sem apresentar qualquer sinal de mudança.

A descrição de uma fraca economia pelo Livro Bege não foi uma surpresa para os mercados, com os principais índices de ações se mantendo em baixa.

Entre os destaques, o relatório – um sumário das condições econômicas atuais que servirá de base para o próximo encontro de política monetária do Fed nos dias 27 e 28 de janeiro – sugeriu que os 500 mil empregos perdidos nos EUA em cada um dos dois últimos meses podem ter sido ainda piores. De acordo com o Fed, o distrito de “Nova York observou que um número substancial de cortes de empregos no setor financeiro ainda não foi mostrado nos dados do relatório do mercado de trabalho”. De fato, as firmas financeiras responderam por apenas 14 mil vagas do último dado de queda de 524 mil vagas.

Às 17h28 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 236 pontos, ou 2,82%, o Nasdaq recuava 49 pontos, ou 3,17%, e o S&P-500 registrava uma queda de 27 pontos, ou 3,21%. No Brasil, o Ibovespa recuava 2,87%, aos 38.410 pontos, por volta do mesmo horário. As informações são da Dow Jones.

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Add comment 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009

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Add comment 7 07UTC Janeiro 07UTC 2009

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Add comment 7 07UTC Janeiro 07UTC 2009

Dez ideias de ações: UBS divulga suas apostas para janeiro no Brasil

Por: Marcelo Olsen Saad
05/01/09 – 19h33
InfoMoney

SÃO
PAULO – Dadas as incertezas sobre o crescimento global e seu impacto
sobre os preços das commodities, a lista de 10 SIM (10 Stock Ideas for
the Month) elaborada pelo banco de investimentos suíço UBS traz menor exposição ao setor de matérias-primas do que ao restante.

Para o mês de janeiro, os analistas optaram pela troca dos papéis da
Petrobras pelos ativos da CSN. Depois do bom desempenho dos papéis da
petrolífera em dezembro, eles acreditam que exista maior potencial de valorização nos papéis da siderúrgica. No entanto, mantiveram o posicionamento no setor de combustíveis, adicionando os papéis da Ultrapar.

“Vemos um potencial alívio pela frente para a Cemig, dado seu fraco
desempenho recente.” A empresa tem uma elevada liquidez, fluxo de caixa
previsível e dividend yield de 9,8% estimado para 2009, destacam. Os
papéis da TAM também foram adicionados devido à forte posição
competitiva.

Postura defensiva

O UBS espera um ambiente desafiador para o mercado acionário, com mais volatilidade
por vir. Perante este panorama, dado o aumento do custo de capital e
incertezas externas sobre o cenário macro no mundo, a equipe do banco
continua adotando uma postura defensiva.

Os analistas acreditam que empresas nacionais estão bem posicionadas
uma vez que o ciclo de expansão do Brasil foi impulsionado
principalmente pela procura interna, que continua construtiva, e agora
cada vez mais mostra chances de correção da taxa de juro doméstica.

Confira a 10 SIM de janeiro

Empresa Código Peso Potencial de valorização*
Itaú ITAU4 25% 21%
CSN CSNA3 10% 15%
Cemig CMIG4 15% 94%
CCR CCRO3 5% 24%
NET NETC4 10% 46%
Vale VALE5 10% 108%
Ultrapar UGPA4 5% 47%
AES Tietê GETI4 5% 40%
TAM TAMM4 10% 72%
Redecard RDCD3 5% 20%
*Estimativa para os próximos 12 meses
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Vale e Petrobras: papéis disparam junto com o rali do petróleo e dos metais

Por: Marcelo Olsen Saad
02/01/09 – 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO – De um lado forte avanço nas cotações do petróleo. Do outro acentuada elevação nos preços das commodities metálicas. O resultado: papéis da Petrobras (PETR4) fecham com alta de 7,44%, enquanto ações da Vale (VALE5) terminam com valorização de 9,67%. O reflexo: Ibovespa fecha a primeira sessão de 2008 com alta de 7,17%, superando a margem dos 40.000 pontos.

Tanto em Nova York como em Londres, os contratos de petróleo registraram forte avanço nesta sexta-feira (2) diante dos conflitos entre Israel e Hamas na faixa de Gaza, além do impasse entre os governos de Rússia e Ucrânia quanto ao fornecimento de gás, que altera as previsões de oferta e demanda.

O dia foi de valorização também para o preço das commodities metálicas, que ganharam fôlego depois que Índia e China anunciaram novas medidas para garantir o crescimento. Dentre os avanços, destaque para as cotações do níquel e cobre.

Desempenho dos papéis na sessão

Empresa Código Variação Preço
Vale ON VALE3 +10,15% R$ 30,50
Vale PNA VALE5 +9,67% R$ 26,20
Petrobras ON PETR3 +8,62% R$ 29,86
Petrobras PN PETR4 +7,44% R$ 24,54
Disparada também na Europa
Neste cenário, o índice FTSE 100 da bolsas de Londres, onde são negociados os principais ativos do setor fechou com forte avanço. Dentre as altas, ênfase para os papéis de Rio Tinto (16,8%), Xstrata (13,6%) e Vedanta Resources (+13,4%).
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